Guerreiros Mura exalta com orgulho suas origens indígenas no Festival

A exaltação da Tribo Mura foi uma resposta para os que diziam que a Guerreiros não saia.


#nahora Por Érisson Araújo Fotos: Félix Coelho




A mais campeã do Festival de Cirandas de Manacapuru, se mostrou novamente grandiosa no Parque do Ingá, e aproveitou o Tema Tabaturuna para mostrar de fato que os Mura são valentes.

Os guerreiros cantarolaram para quem quisesse ouvir que a Tribo da Liberdade tem ciranda para competir no festival.

A proposta da temática era provar que por maior que sejam as batalhas e desafios, a força do sangue guerreiro sempre prevalecerá, e foi assim, e o guichê arte/vida, se fez realidade na apresentação da Mura que assim como no tema, busca também sua redenção no Festival.


E para começar a contar essa história, no cordão de entrada foi travado uma batalha entre o Pajé Mura Cauré e a Deusa Suma, que tentou dizimar a tribo, e sem sucesso jogou maldições sobre os Mura. E essa cênica inicial levantou a Raça Mura.


O cordão de cirandeiros, se transformou nos índios valentes, vestidos inclusive com a indumentárias nas cores da ciranda da Liberdade, os aguerridos cirandeiros Guerreiros Mura, deram um show de beleza, bailado e simpatia.


Apresentações

Cada item da Mura, veio compondo um personagem importante nessa luta em busca da sobrevivência, a Cirandeira Bela Paula Oliveira esbanjou luz em sua apresentação, do bailado cheio de alto astral a indumentária que brilhou literalmente no Parque do Ingá.


A Constância trouxe o Sol, Eduarda Teles reluziu dedicação mostrando não se importar se o item vale ponto ou não, a sorridente menina se divertiu na arena. Assim como Thalita Bastos, que aceitou participar do festival aos 45 minutos do segundo tempo, agora como Princesa Cirandeira, Thalita mostrou que quando se tem amor, paixão e dedicação o resultado é show, e assim foi.

De todas as itens da Mura, é preciso referenciar uma, Sabrina Sales, a Porta Cores, afinal ela é a que mais tempo já defendeu um item feminino por uma ciranda, são 12 festivais carregando o estandarte da Ciranda da Liberdade, e parece que o fogo que arde dentro de Sabrina não tem fim e a cada ano ela aumenta o nível de sua apresentação.


A Raça Mura, que se reinventou para seguir torcendo por sua ciranda, não parecia desconfortável em ter que ocupar um lugar diferente do seu na arquibancada do Parque do Ingá, vale ressaltar que os torcedores ocuparam quase que a totalidade do espaço, foi um misto de interação e emoção com olhos atentos na apresentação.

O apresentador Adauto Jr foi eficiente ao contar o tema da Mura, ciente de seu papel, Júnior mostrou que não precisa gritaria para chamar a atenção dos jurados, basta olhar nos olhos e falar com propriedade aquilo que se pretende que seja entendido.


O Cantador Gamaniel Pinheiro, que vive esse festival há mais de 20 anos, comemorou a apresentação. “Nós amamos estar aqui, e já passamos por muita coisa dentro e fora dessa arena, e hoje ver o espetáculo que fizemos, ver a Guerreiros Mura recuperando o respeito do torcedor, isso é o que vale para gente, nós queremos o título, mas esse reconhecimento na arena para gente vale muito mais que o troféu”. Destacou.


Renato Teles, presidente da Mura, vibrou com a volta do torcedor na arquibancada. “Estamos comprometidos com a ciranda, em trazer de volta o nosso torcedor, ver minha comunidade envolvida as pessoas dispostas a colaborar, isso sim é um resgate, eu respeito todas as cirandas, pois sabemos do esforço para entrar na arena, mas a Guerreiros Mura por tudo que apresentou hoje, esse título vai vir e vamos comemorar com nossos torcedores”. Disse.

A apuração do 23• Festival de Cirandas de Manacapuru está marcado para as 17h desta segunda-feira (2), no Parque do Ingá.

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