Tradicional brilha na abertura do Festival de Cirandas 2019

Com muitas estreias, ciranda se reinventa na arena e sua apresentação empolga seus torcedores.


#nahora

Por Érisson Araújo - Manacapuru/AM

Fotos: Félix Coelho


Quem conhece os bastidores da ciranda , sabe das dificuldades que é colocar a agremiação na arena. E esse ano não foi diferente, os desafios pareciam incalculáveis para que a Tradicional fizesse sua apresentação. Mas ao contrário de que se viu em tempos passados, nada de choradeira de ciranda coitadinha de “fundo de quintal”, o que a Tradicional mostrou foi uma apresentação limpa, digna e muito comprometida.


Foi um ano de estreia, mas os itens da Tradicional mostraram que quando a batuque do atabaque e o choro do cavaquinho começam a soar com as cirandadas, o coração ferve e a dança flui, e foi assim.

Apresentações


Mailyn Menezes que chegou na arena nas asas de um gavião pousou no meio do cordão para assim que a Cirandeira Bela fizesse sua evolução e olha que o público vibrou muito com ela. “Eu estou muito emocionada porque a Tradicional fez aquilo que se propôs, uma apresentação muito digna”. Disse Mailyn.


Outro show de bailado ficou por conta de Ana Pétit, carregada por um beija flor até a arena, mas foi no chão que ela mostrou competência, e cirandou como se já tivesse nascido no cordão de cirandeiros. Sem contar a beleza de um sorriso espontâneo que encantou os presentes.

A Porta-Cores da Tradicional veio representando Iara, a mãe d’água, e com toda malevolência das ondas de nossos rios, Vanessa Costa, impôs respeito carregando o estandarte com as cores da Tradicional.



A apresentação foi também um momento de celebrar homenagens, como na abertura do Cordão de Entrada com a participação nobre de Arlindo Junior, e ainda na representação de Santos Dumont e o 14 bis, que deu ao homem a realização do sonho de voar, Dumont se transformou em seu Manelinho Cirandeiro, outra inovação da Tradicional, assim com a jovem Mãe-Benta, que lindamente cirandeou no Parque do Ingá.


Os demais itens da ciranda, como apresentador, defendido por Fabiano Neves que este ano assinou o projeto do tema como cirandista e Bruno Souza, o cantador, tiveram problemas com a sonorização, mas nem por isso deixaram de fazer seu melhor na arena.


O famoso e polêmico Rio Voador, foi personificado na bela apresentação da Constância Meyre Matos.


As expectativas dos integrantes da ciranda agora é pela notas dos jurados, mas tem gente confiante que o título vai para a Terra Preta.


“Foi um ano de dificuldades mas à Tradicional mostrou seu melhor dentro de nossas condições e eu não tenho dúvidas que esse título vem esse ano, e que nos vamos comemorar essa vitória no Bairro de Terra Preta”. Finalizou Magal Pinheiro, presidente da Tradicional.


Hoje será a vez da Ciranda Flor Matizada e amanhã a Guerreiros Mura encerra o festival.



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