Em Manacapuru, maior número de casos de coma alcoólico é entre estudantes, menores de idade.

Com início das aulas, autoridades alertam para o problema que tem como principais vítimas meninas com idade entre 13 e 17 anos, que estão geralmente fogem da escola para ingerir bebida alcóolica.


#nahora

Por Érisson Araújo


Elas saem de casa para ir para a estudar, mas muitas das vezes nem chegam a adentrar o portão da escola. O destino? Se reunir com colegas (homens e mulheres) para ingerir bebida alcoólica, e as vezes até droga ilícita, o local escolhido, quase sempre a casa de um colega homem, geralmente com idade mais avançada, ou vão para locais isolados.


Entre um gole e outro, lá se vão litros de bebidas quentes, misturadas com energéticos, e o incentivo para mais um gole não falta, até perderem a consciência, é aí que o perigo aumenta, já que totalmente fora de si correm o risco de serem estupradas, aliciadas, abusadas sexualmente e até mortas.

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Em total estado de coma alcoólico, muitas das vezes são abandonadas em qualquer lugar ou simplesmente deixadas na porta do hospital sem acompanhamento algum. Casos como esses relatados cresceram no ultimo ano, segundo o que foi identificado pelo Conselho Tutelar de Manacapuru, que atendeu em média por mês 5 situações de menores em total estado de coma alcoólico.


Os casos são absurdamente assustadores, uma dessas situações aconteceu no período do termino do ano letivo de 2019, quando duas adolescentes deram entrada no hospital totalmente embriagadas, as duas meninas uma de 13 e outra de 15 anos estavam ainda com a farda da escola. A conselheira Milca Ruíz, faz um alerta sobre as penalidades que podem ser aplicadas a quem flagrado oferecendo ou vendendo bebida alcoólica a menores de idade.


“Mesmo ciente que a venda de Bebidas Alcóolicas para adolescentes é crime, locais comerciais continuam vendendo Bebidas alcoólicas para adolescentes, principalmente aquelas bebidas quentes, compostas de vodka e Vulcano. Situação que será encaminhada ao Ministério Publico, eles estão comprando bebidas inclusive fardados”. Ressaltou Milca

Em outro caso, registrado em janeiro a situação é ainda mais absurda, três homens tentaram entrar em um motel com duas adolescentes (15 e 17), elas estavam totalmente embriagadas, após serem impedidos de entrar na portaria motel, eles simplesmente jogaram as menores para fora do carro.


“O dono do motel não deixou as adolescentes entrarem, visto que sabe que não era permitido, foi na hora que eles pegaram as adolescentes e jogaram elas na calçada, uma chegou a ficar com o braço bastante inchado e uma delas estava despida. O dono do estabelecimento percebeu o estado delas, ligou para ambulância e eles foram buscar as meninas, logo foi acionado o Conselho Tutelar e conseguimos fazer a identificação da família”. Disse Milca

Segundo Milca, esse caso fui noticiado ao Ministério Público, já que as adolescentes confirmaram a boate que estavam.


“O fato foi comunicado ao ministério público, visto que uma das adolescentes relata que estava em uma boate, e acredita que colocaram algo na sua bebida, porque provou apenas um pouco de bebida no copo e não lembra de mais nada, nem da situação no motel, nem do atendimento no hospital”. Ressaltou Milca

A conselheira alerta ainda para os cuidados que os pais devem tomar em relação aos filhos menores de idade, ficar atento a mudança de comportamento e sempre procurar a escola para saber o andamento dos filhos.


“Nós fazemos o trabalho de prevenção nas escolas, com palestras e encaminhamos para acompanhamento os adolescentes que vítimas desse tipo de situação, mas nós pedimos que os pais estejam atentos aos filhos, acompanhe o andamento deles na escola, se notar falta em excesso, baixo rendimento, desinteresse, isso pode ser um reflexo que eles estejam fugindo da escola”. Finalizou Milca.

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