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Cartório de Manacapuru emite a primeira 'certidão de nascimento' para animais

O cachorrinho Bob, pertencente a família Menezes, foi o primeiro a tirar o registro de nascimento na cidade.



Eles são uns amores e desde que chegam começam a fazer parte da família, o amor animal, tem sensibilizado pautas importantes voltadas para proteção, amparo, cuidados e cada vez mais vem ganhando notoriedade na sociedade.



Na década de 80, era impensável sequer imaginar, que os bichinhos de estimação pudessem ganhar tanto espaço na vida das pessoas, antes, o tratamento era outro, os cachorros, por exemplo, eram criados em sua maioria nos quintais, e passavam longe de ser o 'melhor amigo do homem', eram mantidos nas residências como detentores da proteção.


Com o passar dos anos, esses animais começaram a ganhar mais espaços dentro das famílias, e não foi difícil ver o amor transbordar em uma reciprocidade sem igual. Sim, os pets são o maiores exemplos de reciprocidade, e essa relação cheia de amor foi ficando cada vez mais séria, e os antes moradores de quintais, detentores da proteção, passaram a dividir espaços comuns dentro das casas e serem tratados como membros familiar.



E para fortalecer ainda mais o vínculo parental, uma registradora do Rio de Janeiro iniciou o processo de expedição de 'certidão de nascimento' dos animais domésticos, logo a iniciativa se espalhou por cartórios de todo Brasil.


Manacapuru, registrou a primeira emissão da 'certidão de nascimento' de um animal, trata-se do cachorrinho Bob, de dois meses, pertencente a Família Menezes. Assim que chegou, o pequeno pet já conquistou o coração de todos da família, que não teve dúvidas de buscar realizar o registro do cachorrinho, agora Bob Menezes Lima, tem seu nome e sobrenome, devidamente registrado.



"Motivo pelo qual registramos nosso pet, primeiramente foi em pensar no bem estar dele,por exemplo em viagem com toda segurança, por motivos de roubos ou fuga, onde assim poderemos ter como comprovar a identificação do pet , e também pelo motivo maior e mais importante, é que ele o ( pet ) é um membro da família, agora legalmente registrado". Explicou Samila Menezes.

O registro do Pet, foi realizado no Cartório 2º Ofício de Manacapuru, e o processo é simples, porém, requer informações precisas e comprovações específicas sobre o animal, com por exemplo: espécie, raça, sexo, nome, sobrenome da família, data de nascimento, além de características próprias: tamanho do pelo e rabo. O dono também deve apresentar RG, CPF e carteira de trabalho.



Mas o que parece só um papel, gera maiores responsabilidades, pois após receber a certidão de nascimento, o tutor se torna o responsável absoluto pelos cuidados com o animal, e em caso de abandono e maus-tratos, ou qualquer ocorrência dessa natureza, ele poderá até, responder processos criminais. Detalhe, em caso de transferências de guarda, outra certidão precisará ser feita com o nome do novo dono.


A certidão do animal, terá papel fundamental ainda na solução de problemas, por exemplo, com a guarda compartilhada do bichinho. Animais silvestres também poderão ser registrados, mas para que isso aconteça, o tutor precisará de uma licença do IBAMA.


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