Após cheia recorde e repiquete, baixo Solimões começa a secar

Rio Solimões, chegou a medir 20,86m na região de Manacapuru e e após um período de estabilidade, o rio iniciou o processo de vazante.


#nahora



A cheia do baixo rio Solimões ultrapassou todos os recordes já registrados nas enchentes anteriores, a mais severa tinha sido até então, a cheia de 2015, onde o rio alcançou 20,78m, o recorde que já durava 6 anos, foi igualado no dia 30 de maio de 2021, e no dia 03 o rio ultrapassou a cheia de 2015, o rio se manteve em um leve processo de subida e alcançou a marca de 20,86m, a máxima registrada este ano.



Em seguida, o Solimões iniciou o processo de repiquete, com leves descida e subida, até que neste fim de semana, iniciar o processo de vazante. Nesta segunda-feira (28), o Solimões baixou ao nível de 20,79 centímetros, chegando a sete centímetros de vazante.



Apesar do inicio do processo de vazante, os impactos com a cheia ainda preocupam e causam transtornos para os moradores da Princesinha do Solimões, a cidade teve 15 bairros impactados, e toda uma mudança no cenário urbano, onde ruas foram substituídas por pontes de madeira, milhares de casas precisaram ser adaptadas com a subida de assoalho para que os moradores permanecessem em suas moradias, centenas de casas ficaram inabitáveis por conta do alto nível do rio, famílias precisaram ser abrigadas em escolas, casas de familiares ou irem para o aluguel social.



Na zona rural além das dificuldades, o prejuízo com perdas de produção, os campos de plantação foram invadidos pelas águas do rio solimões, toda a região de várzea foi para o fundo, e os impactos das perdas na economia só deverão ser calculados após o rio secar, onde chegará a hora de contabilizar as perdas, e iniciar todo o processo de produção novamente, é literalmente, um novo recomeço.



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